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Staphylococcus Aureus PDF Imprimir e-mail
ImageOs Staphylococcus são microrganismos esféricos, que habitualmente se agrupam em cachos e são imóveis. São microaerófilos, ou seja, necessitam de uma taxa mínima de oxigénio para viver, não forma esporo, mas pode tomar uma forma resistente quando em condições adversas de meio, criando uma espécie de cápsula.

Produz uma toxina nos alimentos, sendo esta responsável por intoxicação no consumidor e por essa razão é um microrganismo toxígeno, que é produzido no intestino a toxina chamada enterotoxina.

O Staphylococcus por norma parasita no homem, sendo este, a principal fonte de contaminação, podendo existir nos cabelos, unhas, debaixo de anéis e pulseiras e podem encontrar-se em toalhas, mesas, facas, pratos ou outros utensílios, bem como, no ar ou no pó e, insectos principalmente as moscas. Pode encontrar-se muitas vezes no leite, podendo provocar intoxicação a quem consumir cru, risco que não existe no leite pasteurizado. Este micróbio encontra-se normalmente nas vias respiratórias superiores (nariz, boca, garganta) de indivíduos atingidos com problemas, tais como, anginas ou sinusite ou de portadores sãos. Também existe na pele e sobretudo, nas feridas infectadas, furúnculos, acne.

As intoxicações por estafilococcus são devido a contaminação por um manipulador, geralmente depois da cozedura dos alimentos. O estafilococcus é destruído em 30 minutos a uma temperatura de 60ºC, o que não acontece com a sua toxina, que necessita de uma fervura de pelo menos de 30 minutos.

A temperatura óptima de crescimento e toxidade deverá situar-se entre 7ºC e os 46ºC e o pH ideal de 5 a 9.

A formação da toxina é rápida e os sintomas aparecem intensa e subitamente entre 1 a 6 horas após a ingestão do alimento. Os sintomas principais manifestam-se da seguinte forma: náuseas, vómitos violentos, incoercíveis e repetidos ( sintomas mais característicos), dor abdominal, diarreias, prostração, desidratação e por vezes temperatura muito elevadas, podendo mesmo ter que recorrer ao hospital. Esta intoxicação é também conhecida pela "doença dos banquetes".

Os alimentos que podem ser mais perigosos nestas situações: carnes e pratos cozinhados, produtos de pastelaria, ovos e ovoprodutos, maionese, gelados, produtos lácteos (açucarados e salgados).

Medidas preventivas

- Vigiar o estado de saúde e hábitos de trabalho dos manipuladores

- Não permitir contacto com alimentos de manipuladores com feridas infectadas , sobretudo nas mãos e braços, sem que antes tenha sido tratado.

- Manter os alimentos fora da zona de temperatura perigosa (5ºC e 65ºC)

- Implementação da regra de Boas Praticas de Higiene

- Frequentes lavagens das mãos pelos manipuladores de alimentos

- Evitar a contaminação dos alimentos pelo homem e animais domésticos

- Submeter os alimentos mais susceptíveis a temperaturas capazes de eliminar o gérmen

- Refrigeração rápida dos alimentos

 
 Destaques Portalimentar
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