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Alimentação do recém-nascido PDF Imprimir e-mail
ImageO número de mães que amamentam os seus filhos tem vindo a crescer ano após ano. É que, salvo raras excepções, o leite materno é o leite ideal para o bebé.

Como vantagens deste leite, temos os seguintes factores: o leite materno encontra-se à temperatura ideal e está sempre esterilizado.

Para além disso, este leite tem a composição ideal e é de fácil digestão, conferindo protecção imunológica.

A crença de que existem leites fracos, fortes, bons ou maus não tem fundamento. Por este motivo, aconselha-se qualquer mãe a amamentar o seu filho, exceptuando-se situações pontuais nas quais o médico alertará a mãe para o facto.

A alimentação ao seio promove também o desenvolvimento da musculatura facial, contribuindo para o desenvolvimento correcto da fala, assim como para a segurança emocional, estreitando os laços emocionais entre mãe e filho.

É de referir que, no primeiro ano, o bebé pode triplicar o seu peso de nascimento, podendo a altura aumentar em 50 por cento.

Com um ano, o seu cérebro já terá alcançado dois terços do seu volume definitivo.

Se, por qualquer motivo, não for possível amamentar o bebé, existe uma grande variedade de leites dietéticos, os quais serão indicados pelo pediatra, a fim de satisfazer as necessidades em cada momento do seu crescimento. Neste caso, contará com a ajuda de um biberão.

Aleitamento com biberão

Ao preparar o biberão, é importante seguir as instruções indicadas nas embalagens dos leites dietéticos, respeitando as proporções de água e de leite em pó.

Caso não se respeitem as quantidades, pode-se preparar um biberão demasiado diluído, que fará com que o bebé não receba uma quantidade suficiente de alimento.

Por outro lado, se adicionar mais leite em pó do que o recomendado para uma determinada quantidade de água, corre o rico de provocar uma desidratação.

Antes de se dar o biberão ao bebé, deve verificar-se o furo da tetina. O conteúdo do biberão deve cair gota a gota, sem ter de ser agitado, mas não deverá correr em fio, porque o bebé poderá tomar o leite demasiado depressa e engolir ar, provocando engasgos e regurgitação.

Deve-se ter muito cuidado com a temperatura da água, para evitar dar um biberão demasiado quente. Poderá verificar a temperatura deixando cair algumas gotas sobre as costas da mão.

Também não se deve dar leite a uma temperatura fria, podendo-se  aquecer colocando o biberão em água quente até atingir a temperatura desejada.

Durante a administração do biberão, deve manter o bebé bem inclinado de modo que a tetina fique cheia de leite, evitando deste modo, que o bebé engula ar.

Deve também, de vez em quando, deixar respirar o bebé  para eliminar o ar ingerido. No fim da refeição, coloque o bebé sobre o ombro para expulsar o ar, sendo por vezes necessárias umas palmadinhas nas costas para ajudar.

Composição dos leites dietéticos

Os leites dietéticos são concebidos tentando igualar a composição do leite materno, por forma a fornecer proteínas de alto valor biológico, para desenvolvimento dos músculos; lipídios ricos em ácidos gordos essenciais, para desenvolvimento das células nervosas e do cérebro; ferro, indispensável à formação dos glóbulos vermelhos presentes no sangue; cálcio, fundamental para o crescimento dos ossos, e vitaminas, para fortalecer e regular o organismo.

Os leites dietéticos têm várias fórmulas, consoante as indicações do médico. Iremos referir apenas os dois grupos mais comuns: os leites adaptados e leites de transição.

O leite adaptado, pela sua composição, é o indicado para os bebés recém-nascidos e até ao quarto ou quinto mês (quando a mãe não pode ou não quer amamentar).

O leite de transição é recomendado a partir do quarto ou quinto mês, de acordo com o pediatra do bebé. A passagem do leite materno ou adaptado para um leite de transição deve ser feita de forma gradual, de modo a introduzir a nova formula mantendo parte da anterior. 

Texto de Paula Martins, Dietista

 
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